Consegi, #thacker, a rede como espaço de engajamento político e “Otoridades”.

Estive ontem no Consegi – Conferencia Nacional de Software Livre e Governo Eletrônico –  a convite do Ricardo Poppi e ao lado do Diego Ramalho (Adote um Distrital), Henrique Parra e Rodrigo Luna (Cidade Democrática). A idéia era uma apresentação/debate/painel sobre webcidadania e engajamento político, que vou detalhar logo a frente.

Estavamos juntos desde a hora do almoço, e deu tempo de conversar e combinar alguns detalhes da apresentação. Um dos nossos assuntos era a dificuldade das pessoas ao tentar colaborar em uma causa/idéia na internet, e os outros motivos que fazem com que apenas um pequeno número de pessoas se importem o suficiente para se engajar e interagir em comunidades presenciais e on-line. 
O engraçado é que de manhã, no espaço da Transparência Hacker – que para mim é um exemplo de produção/colaboração relevante e fora do comum – conversava com um grupo da comunidade de software livre sobre a frequencia em que listas de discussão morrem ou são abandonadas por membros experientes. Logo mais tarde tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Emerson Duke e o Fabrício Zuardi e comentamos sobre  os desentendimentos que acontecem por posts repetidos e outras bobagens que as interfaces de fóruns e listas não conseguem evitar.  

Fomos para a apresentação do painel, que era um dos poucos formados apenas por pessoas da Sociedade Civil. Como o tema  era engajamento, combinamos que cada um iria fazer uma apresentação rápida (20 minutos) e o restante da apresentação (40 minutos) seria para  formular questões para a audiência e tentar descobrir sobre as dificuldades de colaboração e as motivações ao se engajar com webcidadania.

A participação foi interessantíssima, com várias perguntas e muitos comentários.Percebi claramente que muitas pessoas na Conferência esperavam um painel em que todo mundo pudesse ter a chance de falar. E meu aprendizado maior é que temos uma oportunidade gigantesca para desenhar plataformas interativas que facilitem a colaboração entre grupos, sendo que alguns gaps importantes são:
– Que tipo de interação pode ser desenhada para fazer com que as pessoas que atualmente não conseguem entender o modelo “lista de discussão” se sintam “participantes” e engajem em iniciativas cidadãs?
– O que podemos criar para facilitar a colaboração com a realização de pequenas tarefas? (pensei aqui em um Mechanical Turk + remuneração por whuffies)
– Que mecanismos podemos criar para fazer com que pessoas com interesses similares e habilidades complementares se encontrem?  

– Como fazer para salientar a meritocracia e incentivar a gratidão nestes ambientes?

Ainda é um monte de perguntas, mas sem elas não existe aprendizado. A experiência foi fantástica e espero continuar minha pesquisa sobre engajamento e webcidadania e ter a oportunidade de pensar/desenhar plataformas que possam responder as perguntas acima. Muito bom também foi  conhecer pessoalmente outros integrantes da Transparencia Hacker, em especial o Luciano Santa Brígida, Liane Lira e Diego Casaes, que mandaram muito bem no projeto Otoridades – um espaço para denúncias de abuso de poder – lançado ontem no segundo dia de #thackday. 

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